
Sempre procurando, correndo atrás, veloz no contratempo do tempo dos outros, ou melhor, das outras.
Tentando, telefonando, chamando de todos os modos e de poucos modos sinais de resposta. Quase insessante
tentativas sem sucesso. O quê faria sem os casos de sucesso para contar em rodas de homens, sem aquelas
coisas que acontecem em que és "o centro", o macho como posição pontual entre as mulheres, querendo ser mais
bendito e ao mesmo tempo ter o fruto, o desejado fruto.
A par disso queria um sonho, um sonho do tamanho da paixão que o consome pelas mulheres. Quem sabe consegueria
inventar um sonho, desses que se faz acordado, do tipo que engula toda a vontade de mulheres, algo que o torne
insexual, não sem amor ou paixão - além ainda de tudo isso,
mas numa corda bamba de leveza, levado pela inteireza de se fazer sonhador,
buscar um objetivo maior, e maior que os seus próprios sucessos e insucesso, andar e andar.
No projeto da busca pela incerteza, dos rumos da leveza e contra o ódio da negatividade alheia, o garoto
seguia projetando vontades sobre si mesmo. Agindo ainda pouco para formar o seu sonho. Ainda super-sexuado
em busca do sexo, do promíscuo. Porém tinha mistério, respirava mistério e em cada coisa que obtinha revelava
mistério, desde o chocolate às 6 horas da tarde ao silencioso leite com cereais às 2 da manhã depois de mais
uma noite perdida. Tudo aquilo, não podia ser tão en vão assim.
Além da comicidade de suas derrotas, de suas perdas, levava a pena, a consagração
do derrotado consigo pelos outros que a deixavam.
2009.
Nenhum comentário:
Postar um comentário