
Dentro desses tempos ignóbeis,
colocados à beira da fuligem em uma
vida quase inútil.
E quanta contradição frente à utilidade,
que mata, me mata e mata toda essa gente.
Mergulhado nessas intolerâncias,
que o corpo tem dificuldade de aguentar,
a paciência se coloca em um plano difícil,
a solicitude e o estudar límpido,
momentos preciosíssimos!
Enfim, contra a maré não me arrependo,
e não como uma sentença ou desabafo,
senão em tom de conversa.
Não me coloco frente ao homem de saia
para pedir perdão.
Se me arrependesse,
jogaria os erros fora.
Mas me faltaria o aprendizado.
Se pensasse em voltar atrás, pelas palavras que disse,
me puniria por ser contido demais,
ou se pensasse em dizer mais,
(aí talvez) devesse correr atrás,
mas por trás e dizer de novo. Não no tempo
voltado,
mas no tempo revisto,
já que passagens que foram voltam tão parecidas.
Até se me tentasse denovo, algo novo com quem não me quis,
estaria desolado.
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