Oi docinho,
que fiques bem neste fim de semana,
se não tiveres nada para fazer,
ligue!
Das vezes que toco, que te toco,
que tocamos e que despertamos os membros
do corpo para o contato. O aperto não é só uma
brincadeira. É a extensão do contato.
Porque vale muito mais a extensão do corpo em
pensamento de sua ação, que a imaginação pela visão.
É desse corpo que opera, um corpo operante,
operário, feitor de sua própria arte e magia,
que fazemos nossas imagens.
Elas são modificaveis se tocarmos, e tocarmos,
tatearmos. Por mais que a sensibilidade, assim
como qualquer sentido, engane. Mas não é o sensível
pelo sensível,
é a desenvoltura do corpo que vale.
Como se tudo que fizessemos com as mãos, com os pés
e com a boca, fosse extensão de nós mesmos pelo mundo:
o leite sendo a extensão da língua do gato, a colher de pau
a extensão dos braços da titia que cozinha, o fio de linha
do alfaiate que coze o paletó, o martelo a extensão da mão e do
braço do marceneiro, como a caneta sendo um prolongamento
expressivo da criação do escritor, e o beijo o
alongamento de todo a intensidade de paixão do amante,
e as mãos dadas o prolongamento de um em outro,
de dois em um -
de dois diferentes em algo [des]necessariamente
uno, de duas coisas que se cruzam, não se sabe
porquê e se, sempre, realmente se cruzam - é que podem não se
cruzar também!, quando só um quer se extender no outro.
Ainda assim, há toda a beleza daquilo que não se
chega com o olhar, com o imaginável distante.
Tanto que os melhores beijos, são aqueles de olhos fechados.
E dessa articulação artística de contato, por ela, e
pelo sangue que palpita mais forte,
te aperto e te devoraria!
Eis uma rápida passagem de qualquer coisa...
Ahh, faço isso porque sou sempre apaixonado,
e me encanto com as mulheres, num desejo de conquista
sempre. E tu és algo não conquistado. Não que isso termine
com a conquista, não! Claro que digo isso não pelo sexo,
mas pelo sentimento mesmo.
Não que eu seja totalmente entregue, sou muito
prudente nos mergulhos, prudente até demais.
Ah e desculpe quando te aperto,
se te tomo tempo. Se te remexo e incomodo com esses emails,
é que simplesmente respiro com isso,
como um sapo que precisa desse ar das palavras
para respirar com sua pele. Não escrevo só para ti,
escrevo para mim também, para meu ar puro, para o ar
puro de todos os poetas, que querem ser poetas,
que tentam expirar fragâncias roseas de seus seres.
Enfim, para tentar fazer da vida algo mais bonito.
E 1 coisa> Por favor,
não faças nada em relacionamento contra teu querer,
a gratidão de qualquer coisa recebida
é pelo gratuíto e não pelo obrigado.
Caso contrário mentes a ti e ao outro!
Tudo de bom, e ficarei na lida por aqui,
puxa, se eu calcular o que devo fazer, me embaralharia
nos números, e olhe que nem são cartas
para brincar e jogar, são números pesados de coisas,
mas que no fundo, essas coisas quando não
contadas, cada uma, me dá um prazer...!!!
como ler ler ler, escrever escrever,
digitar digitar digitar, preparar preparar preparar
e preparar-se preparar-se.
A vida é uma guerra!!
que fiques bem neste fim de semana,
se não tiveres nada para fazer,
ligue!
Das vezes que toco, que te toco,
que tocamos e que despertamos os membros
do corpo para o contato. O aperto não é só uma
brincadeira. É a extensão do contato.
Porque vale muito mais a extensão do corpo em
pensamento de sua ação, que a imaginação pela visão.
É desse corpo que opera, um corpo operante,
operário, feitor de sua própria arte e magia,
que fazemos nossas imagens.
Elas são modificaveis se tocarmos, e tocarmos,
tatearmos. Por mais que a sensibilidade, assim
como qualquer sentido, engane. Mas não é o sensível
pelo sensível,
é a desenvoltura do corpo que vale.
Como se tudo que fizessemos com as mãos, com os pés
e com a boca, fosse extensão de nós mesmos pelo mundo:
o leite sendo a extensão da língua do gato, a colher de pau
a extensão dos braços da titia que cozinha, o fio de linha
do alfaiate que coze o paletó, o martelo a extensão da mão e do
braço do marceneiro, como a caneta sendo um prolongamento
expressivo da criação do escritor, e o beijo o
alongamento de todo a intensidade de paixão do amante,
e as mãos dadas o prolongamento de um em outro,
de dois em um -
de dois diferentes em algo [des]necessariamente
uno, de duas coisas que se cruzam, não se sabe
porquê e se, sempre, realmente se cruzam - é que podem não se
cruzar também!, quando só um quer se extender no outro.
Ainda assim, há toda a beleza daquilo que não se
chega com o olhar, com o imaginável distante.
Tanto que os melhores beijos, são aqueles de olhos fechados.
E dessa articulação artística de contato, por ela, e
pelo sangue que palpita mais forte,
te aperto e te devoraria!
Eis uma rápida passagem de qualquer coisa...
Ahh, faço isso porque sou sempre apaixonado,
e me encanto com as mulheres, num desejo de conquista
sempre. E tu és algo não conquistado. Não que isso termine
com a conquista, não! Claro que digo isso não pelo sexo,
mas pelo sentimento mesmo.
Não que eu seja totalmente entregue, sou muito
prudente nos mergulhos, prudente até demais.
Ah e desculpe quando te aperto,
se te tomo tempo. Se te remexo e incomodo com esses emails,
é que simplesmente respiro com isso,
como um sapo que precisa desse ar das palavras
para respirar com sua pele. Não escrevo só para ti,
escrevo para mim também, para meu ar puro, para o ar
puro de todos os poetas, que querem ser poetas,
que tentam expirar fragâncias roseas de seus seres.
Enfim, para tentar fazer da vida algo mais bonito.
E 1 coisa> Por favor,
não faças nada em relacionamento contra teu querer,
a gratidão de qualquer coisa recebida
é pelo gratuíto e não pelo obrigado.
Caso contrário mentes a ti e ao outro!
Tudo de bom, e ficarei na lida por aqui,
puxa, se eu calcular o que devo fazer, me embaralharia
nos números, e olhe que nem são cartas
para brincar e jogar, são números pesados de coisas,
mas que no fundo, essas coisas quando não
contadas, cada uma, me dá um prazer...!!!
como ler ler ler, escrever escrever,
digitar digitar digitar, preparar preparar preparar
e preparar-se preparar-se.
A vida é uma guerra!!
Um comentário:
eai companhero - nao mais camarada pq na alemanha me falaram q camarada eh um termo usado pelos fascistas- com a distancia e com a falta de troca de ideias senti o impulso de ler as tuas ultimas escritas.
acho fundamental se conectar, se apaixonar, quebrar co, as paredes que separam os seres.
saudades,
abracos
rapha
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