Os finais momentos parecem sem glórias.
Novamente fatigado pelos ares do mesmo de cada ano.
Há um sentimento de fim e recomeço por essa áurea coletiva,
que é embalada pelos surtos comerciais.
Revoltas e revoltas que não
se acabam, mais.
As redondilhas das canções
torturam o corpo cansado.
Repetição assistida e rendida.
Realmente o Faustão ganhou,
mais uma vez na TV é a malta
espectando, esperando uma
esperança de alguma porta em seus sonhos.
Todo o tempo é tempo de insatisfações,
e por quê não alegres?
O sintoma da indignação nem sempre
é a tristeza.
No mais alto sorriso,
pode-se revelar o bom combatente
da luta pelo outro fluxo de nossas vidas.
--
algo não de agora, de antes,
agora posto aqui,
março 2008.
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