terça-feira, 11 de março de 2008

mesma fraqueza em poesia de sempre - menino-bola

Que calcanhar ampara o chute em falso,
quando inexistente é a bola que percebe.
Essa é a construção do inimaginável.
O nada que se reluta em sentir,
é a existência em potência,
só se faz luz nas consequências
das ações inconsequentes,
nas loucuras reluzentes,
nos fogos atochados
contra a cara [dura].

Queima e deixa as marcas suficientes,
para derreter qualquer círculo
dos que justificam a volta,
o retorno é a negação do nada.
Pois é do exercício do pouco que
se sabe do nada,
é que vem tudo.
Sem os maniqueismos e os maquiavelismos,
valem, porque são os possos onde se busca água
nesse deserto que nos rodeia,
qualquer imagem é a pobreza
do ancião mundo desiludido,
por perder a ciência do inatingível,
que náo é fora de mundo,
mas é o fora que refaz bola,
viva,
e existente só com um apoio,
o calcanhar de mundo-menino.

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pubricado eim marçu di dois mir i oitcho.

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