terça-feira, 11 de março de 2008

do dia de mais pesada saída

Instante profundo da passagem,
do abraço amarrado,
olhos n'água,
de tanto choro guardado.

Ainda fica ressentido pelo retorno,
as ligações sincrônicas de tortuosas
vidas, belas histórias
e divertimentos.

Adentrando no caminho bestializado
do non-senses falados,
mas com uma linha não calada,
desbravadora.

Definição de uns tantos,
vendo a mediocridade geral,
da ignorância fatal de nossos amargos dias.
Sorte é o desapêgo,
nesse mundo de bundas e objetos,
corpos e plásticos,
remédios e['] drogas,
salada de soja.

Enfm já fico embaralhado
perante as mais tristes
resignações e decepções dos nossos dias,
e dos menores caminhos tomados,
uma constante covardia[!?]
ou uma vida de instantes alegrias[!?]

Choro é vencido,
enfim.
Acaba tudo no lugar,
não no mesmo em que se encontrava,
do prático - daquele que caminha
para levar os navios ao porto -
não nos sobra o mesmo porto,
as mesmas chegadas,
os mesmos dias e noites.

--

algum dos desvaneios passados
e agora repassados para este blog,
em março de 2008.

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