
Volta e meia o tempo
em que se era criança
conturba nossos sonhos.
Rememora-se os atos pequenos
dos flashes de memória.
E na cena da criança entre
duas gerações distintas -
de um lado da mão -
a avó - do outro -
a mãe.
Como se puxassem e
moldassem o falar sozinho
daquela menina.
Era a visão da vida
que se parte,
e vai se repartindo.
Como tudo passa,
algumas partes
ficam, outras se
partem para sempre.
O que conta é ver aquela
vida inteira,
esmagada pelas mãos grandes,
enrugadas e cheias de verdades,
e lhe [as]seguram as certezas
da inocência.
O 'já-pronto' é pesado.
Nesse caminho onde a vida
vai se tornando um ocaso
desejamos ser crianças.
Que os variados nãos cotidianos,
ou os monstros e estorinhas para
dar as moralidades que prendem,
não faça da vida em pedaços,
um estilhaço
de descaminhos e desconfios.
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quase fevereiro de chuva - 2008.
3 comentários:
fala ai camarada
aproveita bastante o carnaval, eu ainda estou aqui, na minha prisao irreal.
valeu por ter avisado, nem sabia que existia o ciudadbasura.blogspot.com, acho que foi um erro do blogspot, que criou esse blog.
eu nao consigo entrar nele.
ah valeu pelos teus comentarios no el hospital de los locos de amor, esse è um dos textos que escrevi que mais gosto.
esse é um dos seus poemas que mais gostei, no entanto é muito narrativo, pouco lirico, e acredito que falta algo de visceras á essas palavras.
resgato do poema o fato de tuas idéias serem bastante claras.
sobre a crítica em el hospital de los locos de amor, mesmo estando de acordo que no conto nao descrevo tanto os objetos, acho que ao fazer isso estragaria a atmosfera surrealista que tento apresentar.
abracos,
teu camarada,
na literatura e na revolucao.
li novamente teu comentario, po cara, bastante lirico, hehe, incrivel, voce consegue ser bem mais lirico no teu comentario dos que nos poemas, talvez porque no comentario voce deixou a imaginacao rolar, e o poema voce construiu passo a passo.
achei o comentario algo confuso, mas depois li com atencao e gostei bastante.
ah que mais. sobre o que voce falou, sim a realidade esta em todas as partes, nao tem como fugir dela, a unica solucao é mudar-la. por isso mesmo nao acredito em me isolar numa comunidade hippie onde a sociedade que sonhamos existe de maneira muito reduzida, por isso mesmo nao é a sociedade que queremos, porque o que quero é mudar tudo, e nao fingir um simulacro paralelo e irrelavante.
sobre ter amigos ou nao comunistas, nao sei, eu tenho poucos amigos, mas dos que tenho acho que voce é o unico que é comunista, e acho que esse foi o primeira coisa que estabeleceu uma conexao entre nos, mas com o passar do tempo nao foi a unica.
acho que com os amigos é assim, eixstem temas que ligam as pessoas, no entanto a luta por uma sociedade melhor nao è apenas um tema,vai muito mais alem, porque mostra uma forma de ser.
é isso. abracao.
aproveita o carnaval.
as vezes sou um critico duro, mas tudo é construtivo. gosto muito dos teus escritos politicos.
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