Avistado de longe alguns movimentos,
o Rio já havia abandonado,
valia mais as coisas brancas e frias
do outro lado. O azul se ausentava
Então o parque mantinha seus
portões fechados.
As perguntas e respostas feitas
e refeitas não saiam das próprias
línguas, senão a partir dos
falares que ouvia.
Estava compenetrado na idéia de
conversa.
Pensava que tudo terminava bem
em conversas.
Mas restava entender que um em
dois, e, dois para seguir por e
para algo mais era como espelho.
Reflexos de um pro outro, de
dois para o que se vê do mundo e
disso pro que se faz pro/do mundo.
A angústia vinha do rio seco,
e da chave para abrir aqueles
olhos azuis poderem estar em
outros bolsos
ou então o chaveiro nem fabricou.
Não há mais fazedores de chaves
prontas,
nem marceneiros, de portas
bonitas, e nem ninguém, pro azul celeste.
Coloca-se os cadeados fechados
por todas as partes, alguns só
de nossas cabeças.
Então vamos continuamente
tentando nos desgarrar
[isso quando duvidamos,
nos pomos investigados]
das portas mais duras e elevadas,
quiçá elegantes e imponentes.
No meio disso há as portas
de cada um, em cada natureza.
Abririam comportas para
largos lagos secos, dos parques tristes e
dos olhos azuis.
Havemos de um dia,
encontrar as chaves ou
mesmo desfazer as portas.
jan/2008.
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