Não gosto de começar pelo "não".
De pronto é o mais baixo
para engatar um tipo - que não existe.
Houve um não sem paixão,
já que houve uns dizeres sem luxúrias.
Movimento reíproco.
O gosto veio do exótico, e não do erótico.
Daí juntou-se à roda,
que é o grau máximo da coletividade etílica,
diriamos a comunhão risonha de papos abertos.
O cabelo violeta, a trupe da cidade vizinha e
a "tábua" simpática agraciaram meu carnaval.
Sentidos pouco aflorados,
pra ser sincero,
um prazeiroso
`estar junto` -
que dava vontade de volver.
Decididamente o gosto
por não esquecer
o lugar dos mesmos lugares,
no mesmo lugar,
nas horas próximas.
Oxalá tenhamos voltas.
Pois a fuga sempre nos trás
de retorno ao mesmo lugar,
não como sempre fomos,
da maneira que aprendemos
a sentir.
[essa situação realmente aconteceu,
tanto que depois de conhecer a roda de gurias
capitaneadas pela ruiva, combinei com ela
um reencontro no mesmo bar para
novamente papearmos alegres.
No dia e hora combinados ela não chegou.
Pensei em imprevistos, mas correu
mais a idéia de um desprezo para a situação passada.
Porém fora realmente um imprevisto,
talvez previsto dentro da situação,
contudo impactate: o pai da menina
havia morrido naquele mesmo dia e ela com
suas amigas não puderam estar comigo...]
-carnaval 2007-
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