
Durante toda a semana pensou no
final de festa,
arquitetando todo um conjunto de situações,
premeditando tudo.
A mentira na cabeça humana,
é uma construção metafórica do potencial
daquilo que se quer,
mas não se tem coragem de ir a frente.
Não é simples impossível.
Desaba no colo a dor de uma outra vez,
vez que não vem, pois houve quebra no especulado.
O sonho se equilibra,
as asas em frangalhos.
Ainda assim retoma,
mas sempre agradece o solitário
encontro.
Retorna em poesias,
o pendão da inspiração e da livre situação
se abre.
O suor toma conta,
pois a fábula ironiza,
a situação passada, desejada.
Morta na pele seca e suave
dos mesmos dedos que tocaram corpo
pra sublimidades,
agora em prosmicuidades de intangíveis,
reave o calor de fora,
que não é mais da situação mundana,
pois é recluso.
Agradeçe, ainda assim,
pela solidão,
do não deixado sobre a máquina de dizeres,
tão boba frente aos auspícios.
Ela corta o pêndulo que seria
sem base, apenas correria,
pensando até sem corda,
só um botão que revoaria pelos
cantos.
E o suor volta,
que naõ é só tesão na ausência,
mas frio pelo quente que tão longe está
e vê o tempo passar, achando
que está perdendo, o que passa
dentro e não tomado,
o que passa fora e não respondível,
o que pede resposta e não requestionável,
e por fim,
tudo o que deixa de ser construído.
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