quinta-feira, 8 de abril de 2010

Templolongo


andando, andando e andando.
não parei na igreja para rezar,
mas para me despertar, para espreguiçar.
A senhora da limpeza ia fechando,
daí teve pena e esperou eu entrar,
entrei e não rezei.

Não ia rezar para aquela instituição
velha e carcomida.
Disparei um choro,
por tanto tempo sostenido
nas sobrancelhas que
sustentam meu jeito sério,
em minhas pálpebras
lágrimas.
Repetido reverso do que não fiz,
do tempo perdido,
ali e no longo tempo de caminhada.

23 sem sucesso! Yes!!!
Em meio a tantos tão abundantes,
ficava refletindo na minha comtemplação.
Como não consigo ser além de voyeur,
tarado pelo impossível,
pelo sonho,
pelas mulheres e pelo
desconhecido amargo das
paixões.

Teve algo além de mim que
me clamou oração naquele igreja.
Como se deixa marca no tempo?
Como se faz uma instiuição estar no tempo,
ser tempo e fazer um tempo?
Isso a Igreja Católica, e todas as Igrejas
ensinam.
Como numa grande bolha de marketing,
o mundo ora, de hora em hora,
e acredita nas marcas, instituições,
e em tudo aquilo que parece além do
homem.
Tudo produto do nosso medo...

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um ano atrás... Dublin

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