quinta-feira, 8 de abril de 2010

requerindo momentos

eu não sei quando irei respirar,
inspirar o ar e os sentidos dos desejos
que provocam,
que excitam.
E depois expirar o cheiro doce,
safado e ousado,
das estórias que encantam.
Quem sabe apenas evito cair
em precipícios,
de vergonha em estar,
em calar a mim mesmo.
Olho os livros, as portas,
as janelas e os homens
vestidos que nem porco.
Sinto que sou pequeno, menino em corpo e
um pouco velho, envelhecido.
Me sentir e sentir-me podem não ser
a mesma coisa.
Ainda no tempo de fazer mais,
porém num compasso que não aguento,
que não sustento.
Mal me equilibro nas aventuras
que enfrento.
E ainda se fossem realmente aventuras,
mas significa apenas um caminhar
por trilhas já abertas.
Há sempre algo novo a se fazer,
tenho fé nos sonhos,
no indescoberto,
naquilo que parece ser tão
inabalável, e tão presunçoso.
Desconfio...
Definitivamente não quero verdades.
Quero momentos, e quero fazer momentos,
que transformem e que encantem.

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