quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010


Os amores de nosso tempo
são muito contextuais.
Amamos pouco de súbito,
de assalto, de surpresa.
Qem disse que ainda existe
"amor à primeira vista"?

O andar dos aventureiros,
não cabe no conjuntural
e seguro deixar-se levar
pelar correias de nosso tempo.

É certo que de engrenagens
doídas, perdidas pela hipérbole
de controles e relógios,
das viciadas cores das luzes dos
lazeres noturnos, dinheiro e
passos rápidos.
Disso tudo, há sempre escapatória.
Basta qualquer ânsia incrível,
só porque extraordinária,
de qualquer coisa diferente.
De qualquer belo que ultrapasse
o valor das fúteis utilidades
que nos prendem...


PS.: Meu Deus! Que mulher linda nessa imagem! Poética com certeza. Só de mostrar a pequena amostra da blusa dobrada no contorço do corpo, já se percebe que o corpo é tão bonito quanto os olhos.

Nenhum comentário: