domingo, 9 de dezembro de 2007

Síntese de múltiplas determinações_ coisas jogadas

Faz-se de um só,
algo do somente que não
se corresponde.
Exaure questões,
o novo é o corberto,
descoberto não é novidade.

Algo que não se conhece
fica latente,
despercebível frente ao
velho.

O solítário na figura do
buscador,
de qualquer coisa.
Tudo já foi dito,
já não resta girar o disco.

Apagar, jogar fora, riscar,
tudo já foi enlatado.

E ainda a roda roda,
nas rodas do pneu que ronda
a borracha que chicoteia
as mesmas costas de uma vida inteira.

A física não prova o mesmo,
toda poeira se modifica,
nada é tudo que não conhecemos,
mas que ainda hemos de saber,
pois há mais que pontas para,
daí sim, descobrir.

Desacobertar o incerto,
o desejo reaberto,
o peito escancarado,
paro o coração alado.
Chora descalço,
no vento gelado,
e pensa no ventre,
daquilo que criou e
que é o início
do que será o meio.

A mediação do nada,
para alguma coisa,
da coisa calada,
para o calor do fogo queimando essas coisas,
velhas e carcomidas,
e a chama, o pó que não fica no mesmo lugar
recobre outras coisas,
que ainda descobriremos,
como um espanador,
sacode a fuligem.
Desse preto que esconde,
as marcas de feridas,
ainda reconheceremos tais vestígios,
dos quases limpos pratos,
das quase limpas vestes,
que já foram produto do suor alheio,
para acobertar,
aquela mesmiçe.

Resta esmiuçar os fios desse
lençou de trancinhas,
não para mudar para ficar no mesmo.
É do indescoberto,
do nada indemostrado,
do rever o que já foi dito mas não
posto a prova,
o nada volta.
Um mergulho, no escuro vazio
dos corações empedrados entre os
mesmos cobertores, poeiras e foligens
antigas,
quer mudar o mesmo para ficar na mesma,
mas é do saltar da água,
que ficará só o sangue,
rubro do fogo que consomirá
as peles dos falsários.
Ao nada o vinho que embebede
a questão.
Da pergunta a magestade
veste reveste a perspicaz
novidade, que é produto,
de multiplos determináveis...

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