Jamais uma ingratidão causou-me tantos calafrios.
Quão ingrata aquela mulher, aliás, pirralha.
Dei-me tanto a ela, fiz tantos favores, ofereci-me tanto.
Desnudei-me a fim de servi-la.
Esse foi o erro.
Esse é o erro.
Desfazer-se do eu, não é entregando-se a outro eu.
Que é egoísta, mesquinho, monopolizador e até burro,
pois nem entende o que fez.
Essa angústia da ingratidão,
cometida contra mim, não deve existir.
O dia hoje foi una perdida,
Nem una trómbola me apareceu para reparar o dano,
do tudo esquematizado,
desesquematizou-se.
E pra fechar, uma ingratidão, que eu procurei.
Sim. Não precisava.
Foi pior do que dar a cara pra bater,
sem que isso fosse algo para além, como fez Jesus Cristo,
mas num puro gesto de capacho.
Capacho te presentas, capacho serás pensado,
capacho serás tratado.
O pior disso é que, da carência,
insistimos em fazer do desejo confuso,
sensorial, o sinônimo de conceitos maiores,
como o amor.
Assim confundimos o trecho do Neruda,
"Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido."
Já que quando não solucionada a confusão,
continuamos a pensar,
que o que não era - amor,
o fora, e permanecera, como o sendo,
pois permanece em nosso esquecimento.
E o caso é simples: livremo-nos da confusão!
Um comentário:
Hey, thanks for the video link, I just saw it back here in Finland. It brought me back there for a while. I'll post Rio-photos to my blog occasionally, check it if you have time.
I hope you're fine. Take care, Iiris
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