segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Passou, MAIS ainda fica.


A juventude passou diante de mim.

tortuosa como aqui estou.

no tempo que poderia fazer,
pensei,
no tempo que deveria ter feito,
e pensar,
ainda assim, não fiz.
Latência,
inércia,
continuação do eu-sonhado.
E se não saio do eu que sonha
ser algo além desse eu que
ainda não é, não se encontra,
encontra-se no perdido,
então significa que
esse eu ainda náo é.
Não ser complica muita coisa.

Ao se apresentar,
se é confuso,
ao se ausentar,
deixa mistério.
Ainda que no fundo,
acredite.
É o que salva.
O que se salva disso tudo.

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E daí que tiro o MAIS que
sempre fica.

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nov 2010

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