desatino I
O que fez o desencontro
foi ter feito dela um resultado.
Permaneceu envolto, as voltas de um mesmo lado.
E do outro lado da esquina não aconteceu sorriso.
Mais uma vez dos encantos
bebeu a amargura andante de uma música
perdida.
Rebaixou a cabeça para nunca mais se
prender nessas aventuras rocambolescas.
Mas não adianta...
Volta e meia passa novamente
e encontra outra janela de ônibus
pela qual se enveredar.
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desatino calorento
Rasgou com força
a camisa suada,
torcia,
escorrendo a água da andadas por aquelas
ruas que mataram os rios.
Os aterros em asfaltos
eram desertos.
Ao redor uma valsas de mulheres lindas.
Então calor, suor e os peitos semi-nús
das que passavam
compunham músicas.
Sem se importar com as buzinas,
talvez até aviso de censura.
Porém era livre e altivo para
uma eroticidade não pecaminosa
e criativa.
Os frios internos não se libertavam
naqueles calores de asfalto.
Ainda parecia prendido,
os tais olhos que criavam e desejavam,
também mantinham a
carência da coisa mútua.
Eram belos os caminhos, quiçá raros,
que avistava pelas ruas.
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23-I-08
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