sábado, 26 de janeiro de 2008

PASSAGEIRO DE UMA VIAGEM


desatino I


O que fez o desencontro

foi ter feito dela um resultado.

Permaneceu envolto, as voltas de um mesmo lado.

E do outro lado da esquina não aconteceu sorriso.


Mais uma vez dos encantos

bebeu a amargura andante de uma música

perdida.

Rebaixou a cabeça para nunca mais se

prender nessas aventuras rocambolescas.

Mas não adianta...

Volta e meia passa novamente

e encontra outra janela de ônibus

pela qual se enveredar.


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desatino calorento


Rasgou com força

a camisa suada,

torcia,

escorrendo a água da andadas por aquelas

ruas que mataram os rios.


Os aterros em asfaltos

eram desertos.

Ao redor uma valsas de mulheres lindas.


Então calor, suor e os peitos semi-nús

das que passavam

compunham músicas.


Sem se importar com as buzinas,

talvez até aviso de censura.

Porém era livre e altivo para

uma eroticidade não pecaminosa

e criativa.


Os frios internos não se libertavam

naqueles calores de asfalto.

Ainda parecia prendido,

os tais olhos que criavam e desejavam,

também mantinham a

carência da coisa mútua.


Eram belos os caminhos, quiçá raros,

que avistava pelas ruas.


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23-I-08

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