As vezes faz-se da
poesia um muro de lamentações.
Nem mesmo as palavras são encontradas,
simplesmente arranjadas,
com o fútil fito de adornar.
E propõe um engano,
somente mais harmonioso,
para a angústia pensada ao
ter sido parido o poema.
Há o belo trato da língua,
e o torcer, como um pano úmido,
o que sobra das penosas leituras que fizera.
Essa é a burla que ao menos me deixa atento.
A poesia,
tal arte, não merece.
Tais sentimentos.
Decantados os versos do choro lamurioso,
beleza pode ser parida.
Na maior das trevas há
alguma luz,
a poesia permite considerar e tornar
verdadeiro,
que o contrário de uma luz,
não é o escuro,
é uma luz mais forte ainda.
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algum de jan 2008
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