domingo, 9 de dezembro de 2007

Manifesto do Não querer


Não quero mais,
pensar e não fazer,
beijar e esquecer,
sonhar com versos e ter preguiça de escrever,
aglutinar amigos e ficar calado,
beber de tonto e lembrar patavina,
querer soltar o grito e a vergonha apertar,
E não quero mais, reitero:
o calar enquanto roda um dizer baixinho,
deixar de ser menino pequeno para brincar com ela,
desencantar-se com a mulher-menina e seus problemas,
tratar com pressa o que pede calma,
o veneno do só em Rio de sol,
a chuva que deixa poças de sangue na cama dura,

Ainda assim, não quero deixar de,
sentir o comum com ela,
manggiare duppo filosofare,
rasgar qualquer ranço de homem black tie, e
amor, amor e amor,
desejar profundo, em mergulho sobre tua
mente dura,
teu olhar cisudo,
teu corpo pequeno.

[13/11/2006] tarde chuvosa de primavera - Niterói]

Um comentário:

Anônimo disse...

este poema sim transmite sentimento. os outros nem tanto, to com algo de sono e nao consegui captar, mas amanha releio de novo e com certeza algo vou encontrar. mas este poema me acordou do sono, e por isso gostei dele, porque tem vida propria, senti que voce transmitiu algo que vem de dentro. vou voltar para ler tudo com mais cuidado.